Mostrando postagens com marcador Adélia Prado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adélia Prado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bajulo Deus, esta é a verdade. Tenho o rabo preso com Ele, o que me impede de voar.

A gente tem sede de infinito e de permanência, então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

e agora não sei voar

"Antigamente, em maio, eu virava anjo.
A mãe me punha o vestido, as asas,
me encalcava a coroa na cabeça e encomendava:
'Canta alto, espevita as palavras bem'.
Eu levantava vôo rua acima."

domingo, 15 de maio de 2011

à minha mãe... desdobrável

"Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade da alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou."


Feliz Aniversário Mãinha!!!
Minha fortaleza!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

só pra ser eu mesma

Amor pra mim é ser capaz de permitir
que aquele que eu amo exista como tal,
como ele mesmo.
Isso é o mais pleno amor.
Dar a liberdade dele existir
ao meu lado
do jeito que ele é.
Adélia Prado

sábado, 30 de abril de 2011

A gente tem sede de infinito e de permanência,
 então, esse ser que assegura a permanência
 das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

libertárias

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira
cargo muito pesado para mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúrgios que me cabem, sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
(dor não é amargura)
Minha tristeza não tem pedigree
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é dobrável. Eu sou.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Divago, quando o que quero é só dizer te amo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

gás e fagulha




Há mulheres que dizem:Meu marido, se quiser pescar, pesque,mas que limpe os peixes.Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,de vez em quando os cotovelos se esbarram,ele fala coisas como "este foi difícil"prateou no ar dando rabanadas"e faz o gesto com a mão.O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,vamos dormir.


Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva
                                                                       Adélia Prado : Casamento ( do colcha de retalhos)

sábado, 2 de abril de 2011


""Hoje estou melancólica e suspirosa, choveu muito, a água invadiu este porão de lembranças, bóiam na enxurrada a caminho do rio. Deixo que naveguem, pois nao as perderei. 
O rio é dentro de mim..

quinta-feira, 17 de março de 2011

vontade mutua

"A vida é muito bonita
basta um beijo
e a delicada engrenagem movimenta-se,
uma necessidade cósmica nos protege."

Adélia Prado